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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O Menino e o Tempo - Parte I

Cresce, disse o Tempo ao menino. Mas o menino não entendeu muito bem o sentido da palavra crescer. Então o Tempo repetiu, cresce. O menino se ressentiu. Já sou grande! Cresce! insistiu o Tempo. O menino cruzou os braços como forma de rejeição. Não enchergar que já tens barba? Ou cresce ou vai sofrer por amor! ameaçou o Tempo. O menino na dúvida entre crescer ou não... como se fosse possível não crescer, perguntou se ao crescer não sofreria por amor e o Tempo respondeu risonho... Claro que não, crescerá e o amor é o amor... sempre assim felicidade e dor.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Mudou de camisa



Trocou nosso manto sagrado
Por um pano de chão
E ainda dizem  
 Que “futebol é paixão”

Quando foi contratado
Chegou aclamado
Trazendo esperança
E motivação

beijou nosso distintivo
nossa torcida deu  incentivo
E logo em seguida a frustração

Mudou de camisa 
Por uma promessa de salário
deixou o estádio sem canção

o time escolhido era o adversário
logo no nosso centenário
essa desilusão

a multidão rival
vai gritar teu nome
vai fazer carnaval
e será a próxima vitima
do teu empresário
mais um mercenário
atrás do capital

“Nunca mais caiu nessa”
Dizia o torcedor,
dando a sentença final
Esperando a nova contratação
Que vinha do rival

O funk da classe media é descontraído
 O arrocha da classe media é engraçado
O rock da classe media é mais trabalhado
O reagge da classe media é roots
O pagode mais desbocado

E o samba da classe média?
Não tem como negar
é mais popular

será?

Verão


Eram as primeiras horas daquele verão que passavam  sincronizado com os passaros piando
Iniciara com um sol claro, céu sem nuvens, sopro leve carregam folhas que  balançam no ar
A vontade de ir a praia aumenta gradualmente com o abrir dos olhos
Ao chegar  da janela percebe-se, o verão chegou
Mas a vontade vai ter que esperar
Pois da minha janela
Vejo uma cidade
Sem mar

terça-feira, 1 de novembro de 2011

acostumando

a boca da gente acostuma
o olho da gente acostuma
o corpo da gente acostuma

até a cabeça da gente acostuma